Thursday

Diamante - O QUE É A MEDIDA QUILATE?




POR LEELA KOPITTKE
Texto tirado de


O que é a medida quilate?

Quilate é uma unidade de peso para diamantes e pedras preciosas. Um quilate equivale a 0,2 gramas ou 200 miligramas (1000 miligramas=1 grama). Por sua vez cada quilate se divide em 100 pontos, por exemplo, um diamante de 50 pontos possui 1/2 quilate.


Quilate métrico ( ct - do inglês carat ) = peso ou massa de dois decigramas. Palavra originária do grego Keration ( grão ) – os antigos usavam o grão de feijão da alfarrobeira como referencial de peso.
O quilate métrico não deve ser confundido com o quilate da ourivesaria – no caso do ouro, o quilate não é uma medida de peso, mas a designação de percentagem de ouro nas ligas, representado pela letra K. Quando se refere ao ouro, o quilate é uma unidade de pureza. Ouro 24 quilates é ouro puro, já que este é muito 'mole' para ser usado em jóias (amassa e risca facilmente), ele é fundido com outros metais (como prata ou cobre), gerando outras ligas. Por exemplo, o ouro 18 (18 partes de ouro + 6 partes de cobre ou prata). A cor do ouro também é denominada pela liga (mistura de metais). Devido à sua baixa dureza usam-se , para confecção de jóias, ligas com 80% de ouro (ouro 19.2k) ou 75% ( ouro 18K ) ou 58,33% ( ouro 14 k ). O ouro puro ( 100 % Au ), contém 24 quilates.


POR LEELA KOPITTKE
Texto tirado de
ajoalheria.blogspot.com

Design arte - criatividade - SOU OU NÃO UMA PESSOA CRIATIVA?






Desenhado em Rhinoceros por Cristina Jorge


Texto a seguir adaptado de

SOU OU NÃO
UMA PESSOA CRIATIVA?



A nossa cultura sempre nos tem tentado convencer de que criatividade é somente a manifestação de "absoluta originalidade", em geral mais directamente ligada a alguma área artística específica (pintura, escultura, joalharia, música, dança, literatura, cinema, fotografia, teatro etc.), com isto garantindo que ninguém tente criar a própria vida!
O dominicano e pensador italiano Giordano Bruno, por exemplo, foi queimado pela Santa Inquisição em Fevereiro de 1600 por denominar o ser humano de homus homini faber, isto é, o ser que se faz a si mesmo: com isto, ele contrariava o pensamento da Igreja Católica no sentido de que o homem havia sido feito por Deus e, por isto, não poderia nunca transformar a si mesmo.



ANTES DE PROSSEGUIR A LEITURA,
PENSE UM POUCO NO QUE VOCÊ ACABOU DE LER...
CONSEGUE IMAGINAR QUANTO DE
CRIATIVIDADE HUMANA JÁ SE DESPERDIÇOU
EM NOME DE ATITUDES COMO ESTA???



Em todas as épocas, e através das mais variadas formas, tentou-se limitar a criatividade humana por uma única e simples razão: o indivíduo criativo termina sempre por expor sua própria maneira de ser e agir no mundo, afastando-se em alguma medida do que o grupo acha adequado e conveniente; assim, para manter estável e previsível qualquer estado de coisas, como forma de melhor controlá-lo, as manifestações de criatividade pessoal sempre tiveram de ser impedidas ou, no mínimo, vigiadas.
Acontece que a criança, assim como a essência humana, não têm qualquer compromisso natural com o estabelecido ou sistematizado pelo outro ou pelo colectivo; desta forma, ela busca (re)construir o mundo à sua própria maneira e vontade, segundo suas necessidades e inclinações individuais, sempre que possa. Para isto, tenta redispor os elementos do mundo, rearranjá-los em nova forma, descobrir novas funções para os objectos já existentes e até mesmo revirar-lhes as entranhas, à busca de compreensão do porquê das coisas.
Ela desmonta brinquedos, investiga processos, fabrica utensílios, renomeia objectos e monta novos cenários com coisas velhas do dia-a-dia, participando activamente de alguma (re)construção do mundo; além disto, quando é naturalmente dotada de alguma capacidade artística específica, ela toca, pinta, desenha, esculpe, escreve ou compõe.
Se bem aceita, desenvolve um "saudável espírito inventivo", motor de toda descoberta original e iniciativa vital à possibilidade de criar alternativas; se for mal aceite ou punida por isto, ela recua em seu impulso criador e inventivo e se transforma em "rebelde" ou "sonhadora", única forma socialmente definida para manter-se inovando.
Só que criar sempre implica estar à busca do novo, sempre algo ainda não manifesto e além do já convencionado.
Uma ténue promessa vislumbrada no futuro mas desejada agora mesmo.
Um "futurível", ou "possível no futuro", mas sempre um futuro que se presentifica na criação da própria coisa, facto ou acto.
Criar, em suma, é refazer a vida, a si mesmo e ao outro, a partir da percepção (ou do desejo) de algo que pode ser diferente do que aqui — ou ali — está.
. Assim, quando uma pessoa apresenta aparentes bloqueios à expressão criativa, saiba sempre que algum projecto verdadeiramente criativo está em curso dentro dela (mesmo que ela não saiba ou tenha sido reprimida em suas primeiras tentativas de "fazer diferente").

Foi a sua criatividade bem aceite na infância? Foi motivada em criança a expressar livremente as suas emoções? Ou a criança era obrigada a reprimir manifestação e a busca do novo para evitar as punições que se sucederiam a qualquer inovação? O pai da criança lidava bem com o seu próprio impulso criativo, ou de tanto inventar mais complicava do que equilibrava a vida familiar e com isto ensinava à criança que não se deve criar de forma produtiva? A mãe aceitava que os outros, ou ela mesma, fossem criativos, ou vivia resmungar contra qualquer "novidade"?
São estruturas psíquicas potenciais como estas, simbolizadas inconscientemente no indivíduo, as mesmas que muitas vezes são castradas numa primeira infância em nome de uma rigidez ou de um ideal profissional almejado pela família; como resultado, no meio da vida a pessoa dá uma mudança radical profissional e ninguém entende nada, ou a pessoa passa a vida inteira infeliz em sua "escolha" de carreira profissional.
Se ser criativo é construir o próprio conjunto de alternativas, a pergunta que sempre fica no Ar quando se discute esta questão é: você tentou?
Gostaria de tentar?
Ou você sempre foi cúmplice da castração praticada contra sua própria criatividade, em nome da conformidade, do bem-estar geral e da (falsa) aceitação pelos outros?





Prata - joias - Ligas de Prata


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Fabrico - joias - Técnicas - PROCESSO DE TREFILAÇÃO- puxar fio em fieira


Fieira
Desenhado em Rhinoceros/RhinoGold
por Cristina Jorge

Texto a seguir adaptado de: http://ajoalheria.blogspot.com/2008_05_01_archive.html


Processos da Ourivesaria - Trefilação

Processo usado no fabrico de fios e tubos de pequenos diâmetros. Estes fios são utilizados no fabrico de correntes, detalhes em jóias, fechos etc.


Fieira de vídea-matriz para fios

O material (prata ou ouro) após ser laminado num diâmetro mínimo (diâmetro menor possível do laminador) é submetido a passar por uma matriz (fieira) com o diâmetro menor que o do laminador esta é fixada numa morsa. Cada vez que o material for passado pela matriz, substitui-se a matriz por outra de diâmetro menor, até o diâmetro desejado do fio.
É importante recozer o fio após três ou quatro passagens pela matriz para que o material volte às suas propriedades normais do material (maleabilidade).

Etapas da trefilação:

1. Laminar o lingote fundido até o diâmetro menor possível.
2. Recozer o material.
3. Fazer uma ponta para que possa passar na matriz (fieira).
4. Passar e trocar a matriz sucessivamente.
5. Recozer o material quando necessário (normalmente) a cada 3 ou 4 passagens.











Jóias - técnicas - fabrico - ELECTROFORMAÇÃO




POR LEELA KOPITTKE
Texto tirado de


Fabrico de Jóias - Electroformação

Esta técnica de produção tem muito efeito visual, ou seja, podem-se criar peças muito grandes, porém muito leves, o processo de electroformação consiste em envolver (como um banho) uma peça com algum metal (já que este processo não exclusivo do fabrico de jóias), de forma que após a retirada da peça original, obtêm-se uma peça idêntica, oca portanto leve e resistente.

A electroformação é um processo de electrodeposição, assim como o banho, ou seja, a peça é o cátodo imerso em uma solução, onde está presente o metal a ser depositado, quando se aplica a corrente eléctrica o metal presente na solução "corre" em direcção ao cátodo, fixando-se no mesmo.
O processo ocorre da seguinte forma:

1 - Obtenção da matriz (pode ser uma peça em cera ou qualquer material que possa ser removido após o processo, através de calor ou ataque químico sem prejuízo para o material externo);

2 - Revestimento da matriz com material electrocondutivo (no caso cera e materiais que não conduzem electricidade);

3 - Electroformação (Banhos) (1ª camada de ouro, 2ª camada fina de cobre para proteger a peça na retirada da matriz);

4 - Retirada da matriz (fazendo-se um pequeno furo no electroforme, e aplicando-se calor ou imergindo em ácido nítrico (no caso do ouro), remove-se o interno, seja por corrosão ou pelo derretimento dele);

5 - Fechamento da peça (fechando-se o furo que permitia retirar o conteúdo interno);

6 - Acabamento da peça (lixa, polimento, soldagem de pinos, etc.);


POR LEELA KOPITTKE
Texto tirado de


Friday

Metal - técnicas - fabrico - METALURGIA.



Metalurgia

O que é uma liga?

Quando dois ou mais metais são fundidos juntos temos uma liga. O objectivo ao se preparar uma liga é obter um composto com características mais eficientes do que os elementos que lhe deram origem.São chamados metais nobres aqueles que não são atacados por ácidos ou sais, não se oxidam, são raros na natureza e permanecem sempre puros.O Ouro, Prata e Platina são classificados como metais nobres.


O que é o toque?

Ao contrário daquilo que o cidadão comum muitas vezes supõe, as peças de ourivesaria não são feitas de metais preciosos no seu estado puro. Na realidade, os metais preciosos no seu máximo estado de pureza são demasiado maleáveis e fáceis de deformar e riscar com o uso. Se uma vulgar aliança de casamento, por exemplo, fosse feita em ouro fino (puro), a sua resistência à deformação seria tão pequena que as actividades habituais do dia a dia dum utilizador vulgar seriam suficientes para a danificarem significativamente. Sendo assim, os ourives tiveram desde sempre, a necessidade de adicionarem outros metais aos metais preciosos de forma a obterem uma liga adequada ao tipo de trabalho que visavam produzir. A quantidade de metal precioso existente na liga é traduzida através da indicação do toque da mesma, significando isto que quanto mais elevado é o toque duma peça maior é o conteúdo de metal precioso existente por unidade de massa dessa peça. Citando J. Almeida Costa e A. Sampaio e Melo (in Dicionário da Língua Portuguesa) poder-se-á dizer, portanto, que toque é a percentagem de metal puro numa liga em que ele é fundamental. O termo “título” é também utilizado muitas vezes em lugar de toque.QuilatagemPara saber qual a percentagem de ouro contida em uma determinada liga, foi convencionada uma unidade que determina a percentagem de pureza do metal designada por Quilatagem do metal simbolizadas pela letras Qt..
Desta forma convencionou-se que o ouro de 24Qt considerado 100% puro, equivale a 1000 milésimas de ouro (escala europeia)



Ligas

Ligas de ouro

Liga de ouro vermelho com toque de 800 milésimas em 100g
Ouro fino-80gr
Liga-20 gr -cobre –16gr em termos percentuais 16%
- Prata fina -4gr em termos percentuais 4%

Liga de ouro amarelo com toque de 800 milésimas em 100g
Ouro fino-80gr
Liga-20 gr -cobre -10gr em termos percentuais 10%
- Prata fina -10gr em termos percentuais 10%

Solda de ouro

Solda ouro com toque 800 milésimas em 100gr
Ouro fino-80gr
Liga-20 gr - cobre -10gr em termos percentuais 10%
- Prata fina -5gr em termos percentuais 5%
- Cádmio -5gr em termos percentuais 5%

Ligas de prata

Liga de prata com toque de 925 milésimas em 100gr
Prata fina -92,5gr
Cobre -7,5gr em termos percentuais 7,5%

Liga de prata com toque de 835 milésimas em 100gr
Prata fina-83,5gr em termos percentuais 28%
Cobre-16,5gr em termos percentuais 16,5%

Solda de prata

Solda alta de prata com toque 730 milésimas em 100gr
Prata fina -73,0gr
Cobre-27gr em termos percentuais 27%

Solda média com toque de 700 milésimas em 100gr
Prata fina -70gr
Liga -30gr -cobre-28gr - em termos percentuais 28%
- Latão-2gr -em termos percentuais 2%

Solda baixa com toque de 670 milésimas em 100gr
Prata fina-67,0gr
Liga -33gr-cobre -19,8gr -em termos percentuais 19,8%
- Cadmioo-13,2gr -em termos percentuais 13,2%
Mais informação sobre metal e ligas
Fundição das pré-ligas




Joias - design - LACA JAPONESA - joias de autor






Trabalhos de Sabine Hauss

Laca japonesa é uma das formas de tradução da palavra japonesa Urushi, , a outra é Charão que também é o nome da tinta e da árvore no Brasil.
Falar em Urushi é o mesmo que falar em Japão. A técnica de aplicar cor com urushi existe no Japão a mais de 1500 anos.
É uma arte dificílima, que exige muito tempo, dedicação, habilidade e paciência.
Por estas razões, foram e são poucos os que dominam os seus segredos.
A Tinta urushi é extraída de uma árvore com o mesmo nome, usando-se a mesma técnica de extração do látex. Ou seja, fazem cortes oblíquos confluentes na árvore, de onde imediatamente a seiva é recolhida para não estragar.
Depois da extracção a seiva é remexida sobre uma grande superfície de madeira para que os raios solares evaporem a água, resultando numa tinta cem por cento natural.
A tinta urushi é extremamente temperamental. Para se ter uma idéia, ao contrario de qualquer outra tinta, a urushi necessita de alta humidade no ar para secar. Além disso, dependendo da peça que estiver sendo criada, será necessário dar um mínimo de dez demãos, podendo ser necessárias muitas mais. Não esqueçam que entre uma demão e outra podem ser necessárias semanas para secar. E também, antes da próxima demão é preciso lixar toda a peça.

Para saber sobre alergias e precauções a ter com estes materiais consultar a página http://www.takakonakayama.com.br/page3.html


Texto retirado de http://www.takakonakayama.com.br/page3.html






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Design 3D - RHINOCEROS - SOFTWARE para DESENHO 3D de JOALHARIA



Desenhado em Rhinoceros/Rhinogold por Cristina Jorge
Designer de Joalharia
www.cristinajorge.com

cjjdesign@gmail.com
Cristina Jorge
Designer de Joalharia
www.cristinajorge.com
cjjdesign@gmail.com


por Kunawut Wachirapanyawut


Matix 3D Jewellery design

Rhinoceros é um software de desenho que pode também ser direccionado para o desenho de joalharia e torna possivel a realização das mais complexas formas e ideias. Este software permite explorar o desenho 3D na aplicação de infinitas formas com a aplicação dos mais diversos materiais e cores. Podem-se desenvolver projectos de design de joalharia, trabalha-los e desenvolver novas formas apartir de uma ideia inícial. Uma forma simples de criar Modelos 3-D simplificando assim uma apresentação de projectos realistas a um cliente sem que seja necessário a execução de protótipos. Este programa permite também uma realização de moldes em cera usando uma impressora 3-D ou CAM para produzir o modelo em cera para fundição. O Rhinoceros é usado por alguns dos mais criativos designers de Joalharia em todo o mundo…pode-se ver o trabalho de alguns artistas na galeria 3-D

Galeria Matrix

Mesmo específico para Joalharia, com ferramentas direccionadas objectivamente para o desenho de jóias. É um programa mais simplificado.

http://www.rhinogold.com/



A NURBS technology da Rhino proporciona uma flexibilidade de alternativas necessárias para desenvolver a maioria dos projectos criativos e inovadores.


Para além de possibilitar a realização de projectos 3-D de anéis, pendentes, broches e pulseiras, o Rhinoceros possibilita também a projecção de qualquer adorno corporal que seja requerido por um cliente ou apenas de ambição criativa do próprio designer

FLAMINGO
é um complemento ao software Rhino que consta num composto de ferramentas avançadas em técnicas de renderização, ilustração e aplicação de materiais que conferem a cada criação um mundo fantástico tão real como se de uma peça de joalharia real se tratasse, com formas perfeitas, brilhos e formas que nos fazem render ao mundo das novas tecnologias.


Cristina Jorge - Galeria de Imagens
Paulkrush 3D Design - Galeria


Os Plug-ins do Rhino, complementos ao programa que trazem aplicativos estandardizados que nos facilitam o processo de criação, assim como “bibliotecas de gemas” e outros elementos normalmente usados em joalharia…assim com esferas de metal, fechos, aros, etc. Assim como “escantilhões” standard para criar anéis com gemas tipo “pavé”, etc.




O Rhinoceros permite também auxiliar na manufactura e produção de peças usando o Plug-in que corre no equipamento CNC ou que “imprime” directamente para as máquinas de “rapid prototyping” e “impressoras 3-D. Estas são ferramentas fantásticas na produção de modelos de cera com uma precisão incríveis. Também é possível a sua utilização na realização de protótipos para uso na técnica de molde de silicone.


Tutoriais de desenho de Joalharia no Rhinoceros
RhinoGold

Rendering - diamantes
Diamante 3d- tutorial
Rhinogold - tutoriais
Renderização VRAY
Vray render - Iluminação

Reflexos dicas - Vray
Vray - Forum
Tutoriais Vray
+ Tutoriais de Rhino


Manual Rhino Nivel I - Download gratuito
Manual Rhino NiveII - Download gratuito
Ambos em Espanhol

Manual Vray - Download gratuito (Inglês)

Links com informação útil sobre o Rhinoceros
http://offbroadway.blogspot.com/

Complementos ao Rhino para Joalharia
T-splines
T-splines para design de Joalharia
Vray - rendering para modelos desenhados em Rhino
Techjewel
RhinoGold



Aprender RhinoGold - tutoriais e videos


InVision HR 3D Printer
Texto retirado de http://www.paraglobal-3d.com/printer3d-hr.htm




Acessível, confiável e fácil de utilizar esta é uma impressora 3D de alta resolução (HR) optimizada para produzir jóias altamente detalhadas bem como padrões e modelos. Produção automatizada - com um clique de um rato. Agora, produza padrões de casting de alta qualidade ou modelos de jóias para apresentação directamente seu software de desenho 3D CAD - sem perda tempos em lentas operações manuais ou a necessidade de um operador dedicado.
Imagem: Extraordinária qualidade dos modelos imprimidos. Nenhuma outra tecnologia concorrente de RP ou impressão 3D pode igualar a combinação de qualidade dos modelos, velocidade e facilidade de uso que a impressora InVision HR 3D oferece.
Apresente e Venda os seus desenhos de forma mais eficaz. Responder rapidamente a novas oportunidades de negócio. Rapidamente e sem esforço produz modelos de comercialização que vão impressionar os seus clientes e ajudar a novos projectos de negócio.
Sem problemas com complexidades. Com a impressora 3D InVision HR, você só está limitado pela sua imaginação.
Imprimir várias peças de uma só vez. Construa múltiplas cópias uma única vez ou múltiplas cópias de peças para aumentar a produção (assumindo mesmo ou inferior de z altura).
O acesso à rede. A impressora InVision HR 3D é instalada numa rede de modo a ficar convenientemente disponível a todos os que utilizam o software cliente da InVision.
Benefícios: Com rapidez e precisão automaticamente produz padrões e modelos de dados em CAD 3D; Produção; Mão - de - obra livre pós - processamento; Não requer formação especial; Reduzir o desenvolvimento dos produtos tempo e custos.
Características: Rápido, multijacto construir processo; Excepcional nos detalhes e acabamento superficial; "Plug and Play" operação; Acesso a rede.
Roland JWX-30 - CAM para Joalharia
Mais tutoriais de Rhino, Vray render etc

Materiais de Gamas para Joalharia
Forum Vray para Joalharia

Rhino 4,0 - Acessível para Windows ordinárias desktop e computadores portáteis.…


Hardware, pré requisitos:
Pentium, Celeron, processador ou superior. 200 MB de espaço em disco. 512 MB de RAM. 1 GB ou mais é recomendado.Placa gráfica OpenGL recomendado. IntelliMouse recomendado. 3-D digitalizador opcional. 3-D impressora opcional. Sistemas operacionais: Rhino 4,0 é executado somente no Windows 2000, XP Pro, XP Home, e Vista * incluindo um Mac com Intel BootCamp ou paralelos.* Vista exige Rhino 4,0 Service Release 1 ou superior.Rhino 4,0 não é executado em Windows NT, 95, 98, ME.


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Informação, cursos e aquisição do software Rhinoceros 3-D e novas tecnologias para aplicação na joalharia em:

Paraglobal
Telefone/Fax: +351 244 815 321
E-mail. Geral@paraglobal-3d.com
http://www.paraglobal-3d.com/


Mais links de novas técnologias ligadas ao fabrico de Joalharia
CADCAM
.

Jewellers Cad association

Rhinogold
Aquisição do RhinoGold
TDM Solutions SL
( Barcelona )
Contacto Ana Tomé
Email: ana@tdmsolutions.com
www.rhinogold.com
Tel. +34 937525215



TDM Solutions apresenta novas alternativas na criação e fabrico de prototipagem na área da joalharia

http://www.tdmsolutions.com/blog/es/?p=79


Outros tutoriais

Modelar - Mão
Comando Flow



Joias - técnicas - fabrico - ACABAMENTOS E OUTRAS TÉCNICAS de trabalhos com metais prata e ouro







Texto a seguir adaptado de: http://ajoalheria.blogspot.com/2008_05_01_archive.html



Acabamentos e outras técnicas de trabalhos com metais prata e ouro


Repoussè/repuxado ou Cinzelado - técnica artesanal utilizada para produzir relevos na superfície do metal. O metal é trabalhado pelo avesso, com o uso de marteletes ou punções.

Filigrana - técnica de decoração do metal, feita com finos fios de ouro, formando desenhos em espaços vazados ou sobre o metal.

Granulado - consiste na união de pequenos grãos de ouro ou de prata, ligados entre si ou sobre uma superfície de metal, sem utilizar solda externa.

Mokume Gane e Kum Boo - técnicas diferentes para a união de diversas lâminas de metal de diferentes cores. Estas lâminas podem ser unidas através de solda ou fusão.

Incrustação - Consiste na aplicação de metais macios, como o ouro e a prata, no interior de superfícies mais duras, normalmente de ferro, aço e bronze.

Gravação - consiste em talhar desenhos ou inscrições no metal.

Esmaltagem - técnica decorativa para colorir a superfície do metal. Os esmaltes são compostos de potássio, sílica e coloridos com óxidos metálicos que são aplicados sobre o metal fundindo a altas temperaturas. Antigamente era a utilizada a técnica de “cloisonnè”, onde espaços limitados por tiras de metal eram preenchidos por esmaltes, mas hoje é possível encontrar diversas técnicas de aplicação, incluindo a esmaltagem a frio – muito utilizada na joalharia italiana actual.

Polimento - acabamento de alto brilho.
Acabamento com Jacto de vidro - acabamento fosco, mais ou menos acetinado, dependendo do material utilizado na aplicação do jacto ( como vidro/areia e microesferas de vidro ).

Lixado - acabamento feito com lixas de diversas granulações, criando os mais diversos efeitos.

Martelado - pequenos martelos são utilizados na superfície do metal, criando efeito rústico.

Escovado - acabamento que pode ser trabalhado com diferentes escovas apropriadas para dar este efeito.

Tessuto - acabamento utilizado com metal e diamantes calibrados, criando efeito do tipo tramado.

Diamantado - é um processo feito com ferramenta de ponta diamantada, que permite um brilho na superfície da peça, como se estivesse cravada de diamantes.


Riscado – acabamento feito com técnica através de buril


Banho de Ouro/prata - revestir de ouro qualquer peça metálica através de banhos.



Jóias - Técnicas básicas de Joalharia - videos









Técnicas básicas de Joalharia

Corte com serra, limar, Lixar e acabamentos




Processo de fabrico de anel



Sobre Joalharia
netartesao.com/netartesao/academia/documentos/ourivesaria_5.pdf



Tuesday

Jóias - Pedras - Diamantes - Revista - PORTUGAL GEMAS MAGAZINE DIGITAL





PORTUGAL GEMAS MAGAZINE DIGITAL DE GEMAS E JOALHARIA
Apart. 2026 *
2706-909 Sintra * Portugal
tel. +351 219 242 468
e-mail. portugalgemas@labgem.org
URL. http://www.labgem.org/




Friday

Jóias - fabrico - técnicas - CRAVAÇÃO

Desenhado em Rhinoceros/Rhinogold
por Cristina Jorge











Tipos de Virola







Texto a seguir adaptado de http://ajoalheria.blogspot.com/2008_05_01_archive.html




Cravação com garras - a gema é presa à jóia de prata ou ouro através de garras. Podemos ter três, quatro, cinco ou seis garras. O acabamento das garras pode ser variado.

Cravação inglesa - a gema é presa à jóia de prata ou ouro por um aro de metal que exerce pressão em toda a volta.

Cravação Inglesinha - é feito um furo na chapa onde a gema é colocada e fixada pela prata ou ouro , que é empurrado por todo seu contorno.

Cravação Pavê - a cravação em pavê é uma pavimentação da superfície da jóia de prata ou ouro com gemas, normalmente calibradas (tamanhos uniformes), dispostas muito próximas, cobrindo toda a superfície desejada. As gemas são acomodadas em furos e presas à placa por pequenos grãos de metal, que são levantados usando-se o buril. Muito usada na alta joalharia.

Cravação grão - mesmo processo utilizado na cravação pavê. No entanto, é usado para engaste individual de gemas. Uma caixa é entalhada, e a gema emoldurada com auxílio do buril.

Cravação trilho ou carrê - as gemas são colocadas enfileiradas entre dois “trilhos” paralelos de metal, e fixadas entre o sulco feito nas laterais internas do metal e a borda superior do trilho.

Cravação bigodinho - esta cravação é feita assentando-se a gema em um furo na chapa de metal. Quatro “bigodinhos” são cortados da chapa de prata ou ouro e levantados para fixar a gema.
Cravação Invisível - as gemas são engastadas em uma malha de metal, que passa abaixo da cintura da gema. Todas as gemas devem ser preparadas para se encaixarem, sob pressão, à malha do metal. Desenvolvida pela joalharia Van Cleef & Arpels. + no historiadajoalheria.com

Cravação de gemas grandes - deve-se prever a entrada de luz lateral, pelo pavilhão da gema, através de aberturas no metal (galerias), que podem seguir o estilo da peça desenhada, formando desenhos decorados ou desenhos simples.

Cravação Tensão - a gema é fixada graças à força que um metal tenso exerce sobre ela.

Cravação para gemas de lapidação cabochon - por ter a base plana, este tipo de gema necessita de um aro de metal que exerça pressão em toda a volta, que por sua vez está soldado a uma base com abertura menor do que o tamanho da gema em sua parte inferior, permitindo sua fixação e a passagem de luz.

Cravação de pérolas e outras gemas esférica - para estes formatos naturais ou lapidados há a opção de montagem com fio passante, cuja terminação dependerá do tipo de criação da peça, e há a opção de colocar “conchas” com pino – este pino é colado no interior da gema.

Cravação de gemas em lapidação gota ou “briollet” - para este tipo de lapidação pode-se prever a colocação de “conchas” com pino de prata ou ouro, caso a gema seja lapidada com furo vertical, ou a aplicação de fios formando triângulos, argolas ou outras criações. Tanto num caso como no outro, estes pinos ou fios serão colados na furação da gema.

Cravação de gemas irregulares ou em estado natural - para cada tipo de peça deverá ser estudado o modo de cravação mais adequado, podendo-se partir da elaboração de aros de prata ou ouro com garras, ou partir do desenho de “conchas” com pino. Estas conchas podem ter formato cónico, redondo, quadrado, e etc. Dependendo da finalização das partes da gema a serem cravadas, de modo a valorizar sua beleza e mantê-la segura.



Cravação Estrela




















Cravação Inglesa












Cravação Bigodinho (designação brasileira)



















A JOALHARIA DE ARTE PÓS-MODERNA


Kate



A função da arte
Sábio filósofo grego, Aristóteles já dizia há dois mil anos que a arte é a ideia da obra, a ideia que existe sem a matéria. O executar, produzir e realizar é ao mesmo tempo o inventar, figurar e descobrir uma concepção dinâmica de poesia artística. Arte estimulante é essencial na vida de todo ser perspicaz, despertando o supra-sensível no homem. Ao expor em contexto sistemático seu conhecimento e filosofia, o artista retrata a visão de seu tempo e coloca a alma na obra, para atribuir-lhe um sentido. A criação artesanal é, na sua essência, a expressão emocional de um grupo, já a criação artística é a expressão racional de um indivíduo.

A função da jóia-arte
Joalharia contemporânea provém da arte e do ofício tradicional, das formas simbólicas do design abstracto e/ou geométrico e das variantes conceituais avant-garde, que testam os próprios limites da joalharia. Dessa forma, jóias de arte são peças inventivas, compostas a partir de ideias específicas, enaltecendo características únicas. Hoje, para criar a jóia-arte, são necessários símbolos engenhosos com os quais se possa ter um envolvimento mais efectivo. Joalharia artística, assim como escultura e pintura, revelam com clareza o estilo de quem a concebe e a usa.

Os diferentes processos no fabrico de jóias
Joalharia de autor é composta por peças feitas à mão pelo próprio mentor, mas nem sempre oriunda de projectos. Muitas vezes, essas jóias são determinadas por ensaios ou "fatalidades" que venham ocorrer durante a execução. Na joalharia industrial, o designer, usando a computação ou assistindo o modelador, produz protótipos para a seriação das peças, acabadas à mão. Nesses modelos, o escultural é destituído do seu aspecto tridimensional, comprometendo a força de expressão do autor e, portanto, sua originalidade. E na joalharia de arte, o artista em geral supervisiona a elaboração manual de cada projecto inovador, feito por um artesão de sua escolha que, se for preciso, crie suas próprias ferramentas para a realização das peças.

A contribuição da jóia artística para a joalharia
A busca do novo pelo novo, a arte para os média, não permite a experiência se acumular ou se aprofundar em significação artística. A tradicional arte da joalharia está longe de ser ditada por moda efémera, como se quer fazer crer. Ao contrário, de acordo com pesquisas recentes, as cores das gemas oscilam apenas entre tons fortes ou pastéis. Invenções inusitadas são imprescindíveis para o desenvolvimento tecnológico da indústria e para melhor orientar artífices em seus ofícios. Alavancando as vendas da indústria e agregando valor sem igual às exportações, a criação artística é uma ferramenta ímpar. Arte também edifica: a Tate Gallery moderna foi construída com o lucro do governo inglês da exposição solo do artista Damien Hirst, em Nova Iorque.

As classes distintas de joalharia
Arte regional é excludente... Todos compreendem uma peça do Feodor Dostoievsky, mas muito poucos entendem uma do Mauro Rasi sobre suas tias de Bauru. Ferreira Gullar em seu livro Argumentação contra a morte da arte nos esclarece: “A capacidade criadora do artista consiste em transcender o que é particular, regional, e erigi-lo em expressão universal. Quando o consegue, a obra se torna, por seu conteúdo, universal e, por sua forma, nacional. A obra de arte, antes de ser nacional, tem que ser obra de arte”.
No Brasil actual, o designer de jóias conceituais abre caminhos para o sector, mas é ainda visto como designer de jóias artesanais ou industriais, por falta de uma classe distinta de joalharia de arte. Portanto, cabe à classe consciencializar-se da importância de se organizar e conquistar seu próprio espaço, como acontece na Europa.


Adaptado de http://www.katesjewelry.com.br/artigo1.htm









Joias - fabrico - metal - Fechos

Desenhado em Rhinoceros/Rhinogold por Cristina Jorge











A ARTE NA JOALHARIA CONTEMPORÂNEA




A reflexão sobre a obra de arte Na joalharia, complementam-se os estudos de design com a educação artística. As teorias dos cursos de artes visuais contribuem para a formação da opinião crítica. Já as técnicas de prática são ensinadas através das obras dos grandes mestres, para que o aprendiz, a partir do seu ponto de vista, descubra o próprio caminho. O estilo é o modo como cada um dispõe elementos formais que criam a sintaxe da imagem, ou melhor, seu arranjo da linha, forma, cor, luz e sombra, textura e espaço. Todo profissional deve sempre se actualizar, pesquisando novos campos ligados à sua área, para aprimorar seus conhecimentos. A reflexão sobre a arte é filosófica, teorizando a experiência do poético na criação artística. Analisa-se uma obra de qualidade considerando as várias metodologias da história de arte: formalismo (aspectos formais), iconografia (temas da arte figurativa), marxismo (factores económicos e sociais), feminismo (condição da mulher), semiótica (símbolos e signos), biografia e autobiografia (vivência e expressão do artista), ou psicanálise (inconsciente do autor). A estética da jóia de arte A joalharia da antiguidade era representada por amuletos. A contemporânea é orientada por símbolos culturais e poéticos, de acordo com os desenvolvimentos em todos os sectores de arte que, por sua vez, provém dos processos de evolução do homem. Essencial na poesia, a metáfora é a linguagem das imagens. Símbolos e metáforas diferem, mas se interligam, ao evocar e narrar. Para se avaliar a estética de uma jóia, que lida com as questões das artes liberais, considera-se a essência do design, buscando por estruturas poéticas tanto na concepção, quanto na composição da peça, e por elementos metafóricos e/ou simbólicos significativos. Na joalharia, materiais alternativos são experimentados na medida em que reafirmam as intenções das mensagens artísticas. Os conceitos que deram origem à joalharia contemporânea enquanto a arte moderna se atém às convenções, a arte contemporânea transborda seus limites. Cubismo e surrealismo foram os principais movimentos da arte moderna no século XX. Mas na joalharia actual predominam desenvolvimentos modernos posteriores, voltados para clareza e objectividade, aqui resumidos: purismo teve no francês Le Corbusier (Charles-Edouard Jeanneret) seu precursor. O arquitecto publicou seu manifesto Após o cubismo, preconizando o retorno às formas mais simples reduzidas. Forma, linha e cor eram vistas por puristas como elementos de uma linguagem que não mudam de cultura para cultura, porque se baseiam em reacções ópticas invariáveis. Declaravam também que a máquina pode criar uma peça com planos tecnológicos, mas jamais produzirá uma obra de arte, já que não existe valor constante na tecnologia. De Stijl, movimento dos holandeses influenciados pela filosofia de Schoenmaekers, destacava a importância das cores primárias, da linha horizontal e vertical, como vemos nas obras de Piet Mondrian, imigrante americano em 1938. O termo “neoplasticismo” foi criado pelo pintor, para designar o austero estilo de abstracção geométrica, que considerava um ideal de harmonia universal. Construtivismo provém da arte abstracta e seus artistas passaram a abstrair a partir das formas geométricas, ao invés da natureza. Fundado por Vladímir Tatlin e Alexander Rodchenko, autores do manifesto Realista, entre outros, exerceram grande influência sobre a instituição Bauhaus da Alemanha, no que concerne a noção que faz prevalecer a importância da funcionalidade, em detrimento do decorativo, e que o artista, isso é, o designer, deve ocupar seu lugar ao lado do cientista e engenheiro, fundindo conteúdo e formas simples com modernos recursos tecnológicos. Arte cinética, termo usado pela primeira vez no manifesto Realista em 1920, só se estabeleceu entre as categorias reconhecidas de classificação crítica nos anos 50. Os artistas criam a impressão do movimento por meio da ilusão, enquanto os cinéticos fazem o oposto: produzem a ilusão através do movimento ritmado, que pode gerar ainda outra forma de volume sem massa no espaço. Arte conceitual refere-se a diversas formas e manifestações de arte. Aspecto comum a todas elas é o princípio aristotélico, afirmando que a “verdadeira” obra de arte não é o produto físico elaborado pelo artista, mas sim a “ideia” ou o “conceito”. Sendo assim, a “ideia” não precisa ser concretizada, bastando ser apenas uma atitude. Expressionismo abstracto compreendeu o movimento formal de arte abstracta que creditava ao desenho, a geração da imagem reconciliada com a técnica, e à pintura, a reafirmação da superfície plana da tela. Seus expoentes principais são o russo Wassily Kandinsky e, após a Segunda Guerra Mundial, o pintor armênio que morava em Nova Iorque Arshile Gorky e o americano Jackson Pollock, esse último inventor da Action Painting. Foi o primeiro desenvolvimento dos EUA que acabou influenciando pintores de diversos países europeus no final da década de 50 e ao longo dos anos 60.Minimalismo, inspirada na tendência da escultura abstracta norte-americana, buscou reduzir todos os efeitos expressivos a umas poucas categorias formais que, por sua vez, se integram ao espaço circundante. Sua impessoalidade é vista como uma reacção ao excesso de emoção no expressionismo abstracto. Os precursores da joalharia de arte contemporânea em curto prazo, as múltiplas ideias revolucionárias das artes visuais interferiram, marcando em definitivo, com suas novas descobertas, a arte tradicional da joalharia. A primeira grande mostra de jóias contemporâneas foi em 1961 no Goldsmiths’ Hall de Londres. Essa exibição deu impulso ao movimento de que o uso de recursos alternativos na joalharia não se traduz em insignificância artística. Verificava-se na época, quanto mais valorosa fosse uma gema, menos imaginativa e estética era sua cravação, visando fins lucrativos. O surgimento de algumas galerias só para jóias de arte foi oportuno, coincidindo com a atribuição de qualidades formais a essa joalharia, isto é, o artista-criador passou a ter sua autoria reconhecida. Foi inaugurado também em 1961 o primeiro museu de joalharia de arte em Pforzheim – o renomado Schmuckmuseum.. Anos 60Nos primeiros anos da década, pintores expressionistas abstractos americanos influenciaram o trabalho assimétrico e orgânico dos ingleses John Donald e Andrew Grima. Outros precursores desse período são: os alemães Klaus Ullrich, com o uso de ouro revenido nas suas jóias primeiro abstractas e depois geométricas, e Ebbe Weiss-Weingart, por suas texturas que enaltecem a utilização de recursos naturais; o escultor italiano Arnaldo Pomodoro, do movimento Informal, com seus relevos e elementos reduzidos a tensão mecânica que se transforma em tensão visual; os holandeses e artistas pop Gijs Bakker e sua mulher Emmy van Leerson, por suas jóias de dimensões macroscópicas, baseadas nos conceitos da Body Art que consideram o corpo um meio de comunicação; e a designer criativa, lapidadora de gemas com formas mais livres e autora de jóias, nascida na Áustria mas radicada na Inglaterra, Gerda Flöckinger, que deu o primeiro curso de joalheria experimental ministrado em escola de arte e fez a primeira exposição solo de jóias em 1971 no Victoria & Albert Museum. . Anos 70 Não há divisão entre as décadas, apenas a continuidade dos processos em desenvolvimento. Inaugurou-se no início dos anos 70 a famosa Escola de Joalharia Contemporânea de Pádua, fundada por Mário Pinton, Giampaolo Babetto e Francesco Pavan. Rejeitando símbolos conservadores, substâncias poveras, como os sintéticos, foram introduzidas na joalharia. A falta de ouro e outros materiais preciosos na Alemanha Oriental, fizeram com que seus artistas recorressem aos sintéticos e reciclados para compor suas peças, como ocorrera no período Art Nouveau e Déco. O público interessado passou a freqüentar ateliers e galerias. Diversos artistas tornaram-se célebres nessa época: o engenheiro alemão Friedrich Becker, que lançou nas suas peças a arte da cinestesia, fazendo com que as obras se movessem de acordo com os movimentos do usuário; o japonês Yasuki Hiramatu, por seu domínio da arte da ourivesaria e suas ideias singulares, como a alusão que fez ao “papel amassado” no ouro; o inventor alemão Peter Skubic, que ganhou sua reputação por dominar, mesclando com maestria, geometria e tecnologia; o casal inglês David Watkins e Wendy Ramshaw, com suas formas abstractas multicor, minimalistas e high-tech; o alemão Reinhold Reiling, construtivista influenciado pelo Tachismo, que foi um dos primeiros a transpor para a joalharia os preceitos das artes visuais; o suíço Othmar Zschaler, que, para compor suas jóias, sobrepõe várias camadas em ouro; o escultor italiano Bruno Martinazzi, por suas peças conceptuais ergonómicas, com caimentos perfeitos, que tratam das questões tridimensionais; e o alemão oriental Hermann Jünger, que redefiniu a joalharia de arte usando elementos de desenho e pintura coloridos por gemas, baseados nos ideais modernistas da Bauhaus. Várias obras suas poéticas, apresentadas em displays especiais, são montadas por quem as usa, de acordo com a ocasião.. Anos 80Esses anos são também conhecidos como: “a década do design”. Novas lapidações com formas inovadoras e geométricas suavizaram a joalharia minimalista que veio para ficar, tornando-se mais do que apenas uma tendência. Artistas-joalheiros tiveram a partir dessa data a oportunidade de participar de exibições internacionais, tais como a Ornamenta 1 e a Documenta 8, conhecendo melhor outras culturas. O sul-africano Daniel Kruger, por exemplo, utilizava gemas brutas na sua joalharia que surtiam mais efeito do que os materiais sintéticos e reciclados explorados por muitos no período. O alemão Manfred Bischoff usou elementos da arte grafite nos seus trabalhos, ao lado de referências da arquitectura e história de arte. A americana Arline Fisch desenvolveu suas peças a partir de noções de croché, tricô e tear, enquanto a inglesa Catherine Martin fez pesquisas sobre a arte milenar japonesa de trançar para se inspirar. Repensando o sentido da função da jóia, as obras no final dos anos 80 do alemão Gerd Rothman buscavam incorporar marcas pessoais do dono, tais como suas impressões digitais ou texturas de pele. Já Bettina Speckner, sua conterrânea, com seu Aide Memoire, criou através de registos em fotos, elos de ligação com as lembranças afectivas dos usuários. Técnicas tradicionais de ourivesaria foram reinterpretadas e reinventadas de tal forma que as mudanças no período modificaram em definitivo o rumo e os conceitos da joalheria contemporânea.. Anos 90As jóias das indústrias e grandes marcas passaram a se identificar cada vez mais com a moda, regida pelos atributos físicos dos materiais, em detrimento do estilo personalizado de design. Giampaolo Babetto, inspirado pelas proporções dos arquitetos Palladio e Mies van der Rohe (responsável pela famosa frase: “menos é mais”), exerceu grande influência sobre essa geração de artistas-joalheiros. Para o professor neoconstrutivista da Escola de Pádua, a jóia de arte deve poetizar a técnica, minimizando seus efeitos. Pessoas mais consciencializadas social e culturalmente sempre se encantarão com as obras de mestres, tal e qual: a alemã Angela Hübel, com seus anéis arrojados de conteúdos cognitivos; o casal alemão Tom e Jutta Munsteiner, com designs cleans criados por Jutta, a partir das gemas esculpidas artisticamente por Tom; o minimalista Robert Smit, com sua linguagem formal espirituosa, extremamente original; e o nascido em Marrocos, mas estabelecido na Alemanha, Michael Zobel, por suas inventivas técnicas de solda de ligas diversas, que criam novas possibilidades na joalharia, entre muitos outros nomes. Século XXIO novo milénio era antecipado como a era das linhas puras, da alta tecnologia. Mas fomos todos surpreendidos com o estilo rococó do neo-barroco. Artistas fazem releituras do desenvolvimento do passado remoto e recente para fugir das dificuldades do presente. Computador e globalização, por exemplo, derrubando fronteiras, passaram a aumentar a quantidade, mas não necessariamente a qualidade de vida e informação. No entanto, a arte só evolui através da experimentação e pesquisa comprovadamente investigativas. Todo novo conhecimento adquirido por um artista amplia sua visão criadora e poética. Modificações que ocorrem na sociedade e nos meios da academia e produção são reflectidas também na joalharia de arte, não importa qual seja o material explorado. Os artistas-criadores que se destacarem nesses primeiros anos do milénio só se tornarão conhecidos no final da próxima década, quando tiver transcorrido o tempo necessário para uma avaliação mais precisa. Mas já constatamos que símbolos capitalistas de status deixaram de ser objectos de desejo dos consumidores, que agora buscam por identificação com resgates mais afectivos. A ênfase hoje no cenário da jóia ainda está na desgastada fórmula de sensualidade, de formas insinuantes e cores fortes, uma vez que o investimento para se inovar, além de ser maior, é mais arriscado. Quaisquer que sejam os caminhos do futuro, a obra conceitual será sempre uma fonte de prazer, porque a arte se relaciona com os estados psicológicos do homem: seus sentimentos, seu gosto, sua sensibilidade. Na arte, o poder de fascinar e inspirar tem que inventar o por fazer e como fazer de forma original, isto é, sem apelar para as releituras.


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Adaptado de http://www.katesjewelry.com.br/artigo2.htm