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Diamante - O QUE É A MEDIDA QUILATE?




POR LEELA KOPITTKE
Texto tirado de


O que é a medida quilate?

Quilate é uma unidade de peso para diamantes e pedras preciosas. Um quilate equivale a 0,2 gramas ou 200 miligramas (1000 miligramas=1 grama). Por sua vez cada quilate se divide em 100 pontos, por exemplo, um diamante de 50 pontos possui 1/2 quilate.


Quilate métrico ( ct - do inglês carat ) = peso ou massa de dois decigramas. Palavra originária do grego Keration ( grão ) – os antigos usavam o grão de feijão da alfarrobeira como referencial de peso.
O quilate métrico não deve ser confundido com o quilate da ourivesaria – no caso do ouro, o quilate não é uma medida de peso, mas a designação de percentagem de ouro nas ligas, representado pela letra K. Quando se refere ao ouro, o quilate é uma unidade de pureza. Ouro 24 quilates é ouro puro, já que este é muito 'mole' para ser usado em jóias (amassa e risca facilmente), ele é fundido com outros metais (como prata ou cobre), gerando outras ligas. Por exemplo, o ouro 18 (18 partes de ouro + 6 partes de cobre ou prata). A cor do ouro também é denominada pela liga (mistura de metais). Devido à sua baixa dureza usam-se , para confecção de jóias, ligas com 80% de ouro (ouro 19.2k) ou 75% ( ouro 18K ) ou 58,33% ( ouro 14 k ). O ouro puro ( 100 % Au ), contém 24 quilates.


POR LEELA KOPITTKE
Texto tirado de
ajoalheria.blogspot.com

Design arte - criatividade - SOU OU NÃO UMA PESSOA CRIATIVA?






Desenhado em Rhinoceros por Cristina Jorge


Texto a seguir adaptado de

SOU OU NÃO
UMA PESSOA CRIATIVA?



A nossa cultura sempre nos tem tentado convencer de que criatividade é somente a manifestação de "absoluta originalidade", em geral mais directamente ligada a alguma área artística específica (pintura, escultura, joalharia, música, dança, literatura, cinema, fotografia, teatro etc.), com isto garantindo que ninguém tente criar a própria vida!
O dominicano e pensador italiano Giordano Bruno, por exemplo, foi queimado pela Santa Inquisição em Fevereiro de 1600 por denominar o ser humano de homus homini faber, isto é, o ser que se faz a si mesmo: com isto, ele contrariava o pensamento da Igreja Católica no sentido de que o homem havia sido feito por Deus e, por isto, não poderia nunca transformar a si mesmo.



ANTES DE PROSSEGUIR A LEITURA,
PENSE UM POUCO NO QUE VOCÊ ACABOU DE LER...
CONSEGUE IMAGINAR QUANTO DE
CRIATIVIDADE HUMANA JÁ SE DESPERDIÇOU
EM NOME DE ATITUDES COMO ESTA???



Em todas as épocas, e através das mais variadas formas, tentou-se limitar a criatividade humana por uma única e simples razão: o indivíduo criativo termina sempre por expor sua própria maneira de ser e agir no mundo, afastando-se em alguma medida do que o grupo acha adequado e conveniente; assim, para manter estável e previsível qualquer estado de coisas, como forma de melhor controlá-lo, as manifestações de criatividade pessoal sempre tiveram de ser impedidas ou, no mínimo, vigiadas.
Acontece que a criança, assim como a essência humana, não têm qualquer compromisso natural com o estabelecido ou sistematizado pelo outro ou pelo colectivo; desta forma, ela busca (re)construir o mundo à sua própria maneira e vontade, segundo suas necessidades e inclinações individuais, sempre que possa. Para isto, tenta redispor os elementos do mundo, rearranjá-los em nova forma, descobrir novas funções para os objectos já existentes e até mesmo revirar-lhes as entranhas, à busca de compreensão do porquê das coisas.
Ela desmonta brinquedos, investiga processos, fabrica utensílios, renomeia objectos e monta novos cenários com coisas velhas do dia-a-dia, participando activamente de alguma (re)construção do mundo; além disto, quando é naturalmente dotada de alguma capacidade artística específica, ela toca, pinta, desenha, esculpe, escreve ou compõe.
Se bem aceita, desenvolve um "saudável espírito inventivo", motor de toda descoberta original e iniciativa vital à possibilidade de criar alternativas; se for mal aceite ou punida por isto, ela recua em seu impulso criador e inventivo e se transforma em "rebelde" ou "sonhadora", única forma socialmente definida para manter-se inovando.
Só que criar sempre implica estar à busca do novo, sempre algo ainda não manifesto e além do já convencionado.
Uma ténue promessa vislumbrada no futuro mas desejada agora mesmo.
Um "futurível", ou "possível no futuro", mas sempre um futuro que se presentifica na criação da própria coisa, facto ou acto.
Criar, em suma, é refazer a vida, a si mesmo e ao outro, a partir da percepção (ou do desejo) de algo que pode ser diferente do que aqui — ou ali — está.
. Assim, quando uma pessoa apresenta aparentes bloqueios à expressão criativa, saiba sempre que algum projecto verdadeiramente criativo está em curso dentro dela (mesmo que ela não saiba ou tenha sido reprimida em suas primeiras tentativas de "fazer diferente").

Foi a sua criatividade bem aceite na infância? Foi motivada em criança a expressar livremente as suas emoções? Ou a criança era obrigada a reprimir manifestação e a busca do novo para evitar as punições que se sucederiam a qualquer inovação? O pai da criança lidava bem com o seu próprio impulso criativo, ou de tanto inventar mais complicava do que equilibrava a vida familiar e com isto ensinava à criança que não se deve criar de forma produtiva? A mãe aceitava que os outros, ou ela mesma, fossem criativos, ou vivia resmungar contra qualquer "novidade"?
São estruturas psíquicas potenciais como estas, simbolizadas inconscientemente no indivíduo, as mesmas que muitas vezes são castradas numa primeira infância em nome de uma rigidez ou de um ideal profissional almejado pela família; como resultado, no meio da vida a pessoa dá uma mudança radical profissional e ninguém entende nada, ou a pessoa passa a vida inteira infeliz em sua "escolha" de carreira profissional.
Se ser criativo é construir o próprio conjunto de alternativas, a pergunta que sempre fica no Ar quando se discute esta questão é: você tentou?
Gostaria de tentar?
Ou você sempre foi cúmplice da castração praticada contra sua própria criatividade, em nome da conformidade, do bem-estar geral e da (falsa) aceitação pelos outros?





Prata - joias - Ligas de Prata


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Fabrico - joias - Técnicas - PROCESSO DE TREFILAÇÃO- puxar fio em fieira


Fieira
Desenhado em Rhinoceros/RhinoGold
por Cristina Jorge

Texto a seguir adaptado de: http://ajoalheria.blogspot.com/2008_05_01_archive.html


Processos da Ourivesaria - Trefilação

Processo usado no fabrico de fios e tubos de pequenos diâmetros. Estes fios são utilizados no fabrico de correntes, detalhes em jóias, fechos etc.


Fieira de vídea-matriz para fios

O material (prata ou ouro) após ser laminado num diâmetro mínimo (diâmetro menor possível do laminador) é submetido a passar por uma matriz (fieira) com o diâmetro menor que o do laminador esta é fixada numa morsa. Cada vez que o material for passado pela matriz, substitui-se a matriz por outra de diâmetro menor, até o diâmetro desejado do fio.
É importante recozer o fio após três ou quatro passagens pela matriz para que o material volte às suas propriedades normais do material (maleabilidade).

Etapas da trefilação:

1. Laminar o lingote fundido até o diâmetro menor possível.
2. Recozer o material.
3. Fazer uma ponta para que possa passar na matriz (fieira).
4. Passar e trocar a matriz sucessivamente.
5. Recozer o material quando necessário (normalmente) a cada 3 ou 4 passagens.











Jóias - técnicas - fabrico - ELECTROFORMAÇÃO




POR LEELA KOPITTKE
Texto tirado de


Fabrico de Jóias - Electroformação

Esta técnica de produção tem muito efeito visual, ou seja, podem-se criar peças muito grandes, porém muito leves, o processo de electroformação consiste em envolver (como um banho) uma peça com algum metal (já que este processo não exclusivo do fabrico de jóias), de forma que após a retirada da peça original, obtêm-se uma peça idêntica, oca portanto leve e resistente.

A electroformação é um processo de electrodeposição, assim como o banho, ou seja, a peça é o cátodo imerso em uma solução, onde está presente o metal a ser depositado, quando se aplica a corrente eléctrica o metal presente na solução "corre" em direcção ao cátodo, fixando-se no mesmo.
O processo ocorre da seguinte forma:

1 - Obtenção da matriz (pode ser uma peça em cera ou qualquer material que possa ser removido após o processo, através de calor ou ataque químico sem prejuízo para o material externo);

2 - Revestimento da matriz com material electrocondutivo (no caso cera e materiais que não conduzem electricidade);

3 - Electroformação (Banhos) (1ª camada de ouro, 2ª camada fina de cobre para proteger a peça na retirada da matriz);

4 - Retirada da matriz (fazendo-se um pequeno furo no electroforme, e aplicando-se calor ou imergindo em ácido nítrico (no caso do ouro), remove-se o interno, seja por corrosão ou pelo derretimento dele);

5 - Fechamento da peça (fechando-se o furo que permitia retirar o conteúdo interno);

6 - Acabamento da peça (lixa, polimento, soldagem de pinos, etc.);


POR LEELA KOPITTKE
Texto tirado de